quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Indagar, Inquirir, Questionar

O título convida-nos... leiamos...



20 Perguntas de História Que Eles Se
  Recusam a Responder na Escola

Gregg Prescott, M.S., In5D Guest
Waking Times
Os sistemas educacionais tradicionais basicamente ensinam-nos que a história do homem data apenas de há cerca de uns 8.000 anos ao passo que os textos religiosos datam o aparecimento da humanidade aproximadamente há 6.000 anos atrás. É mais do que óbvio que há um grande e massivo esforço para obstruir a nossa verdadeira história e origens.
Embora você possa não concordar com algumas das questões, tente por favor olhar para elas com a mente aberta. Conforme verá, a história que nos ensinaram foi manipulada e foi-nos ocultada.
Faça a si próprio (ou a outros) as seguintes perguntas e sinta-se à vontade para comentar no final deste artigo!
Um mapa desenhado na pele de uma gazela de uma Antárctica não gelada foi encontrado em 1929. O mapa foi desenhado em 1513 por Piri Reis que tinha acesso privilegiado à Biblioteca Imperial de Constantinopla. Nas notas encontradas no mapa, Reis afirmava ter compilado e copiado a informação de um vasto número de mapas históricos, alguns dos quais datados do ano 4 a.C. ou anteriores. Os nossos livros de história dizem-nos que a Antárctida foi descoberta pelo Capitão James Cook enquanto atravessava o Círculo Polar Antárctico em 17 de Janeiro de 1773 com os navios HMS Resolution e Adventure.
1. Como é que Reis sabia da Antárctida várias centenas de anos antes do Capitão James Cook a “descobrir”?
A última vez que a Antárctida não esteve congelada foi pelo menos em 4.000 a.C., portanto…
2. Onde é que a Biblioteca Imperial de Constantinopla obteve a SUA informação e quem é o responsável pelo desenho inicial desse mapa?
Uma minúscula estatueta de argila cozida (direita) foi trazida à superfície por entre os detritos produzidos em série por uma enorme broca durante a perfuração de um poço em Nampa, Idaho em 1889. O objecto é uma estatueta com uma polegada de comprimento com uma perna solta pelo joelho. 
3. É possível que a humanidade tenha estado cá muitas vezes MUITO ANTES do nosso passado registado?
Existem aproximadamente 100 pirâmides na China
 
que permanecem ocultas sob ervas e matas.
4. Quantos milénios serão precisos para um objecto como este ficar enterrado 300 pés no solo?
5. Se o homem de desenvolveu a partir do macaco, então por que é que ainda existem macacos?

De acordo com o Darwinismo, o homem desenvolveu-se a partir do macaco.
6. Existem pirâmides em todos os continentes do mundo. Quem as construiu e por que foram construídas?

No Equador, foi encontrado um cálice de jade e doze cálices de jade mais pequenos. Cada um dos cálices mais pequenos é um pouco diferente no tamanho, mas se quiséssemos encher cada um deles e deitá-los no grande, o conteúdo encheria exactamente o cálice grande. O cálice grande tem uma constelação perfeita embutida, mostrando Orion e outras estrelas.
Klaus Dona declarou, “o cálice por dentro é muito, muito magnético e fora do cálice quase nada. Geólogos profissionais dizem que isto é impossível porque se uma pedra tem partículas metálicas dentro dela, ela tem de ser magnética de ambos os lados.”
7. Se os cientistas dizem que é impossível ter um interior do cálice de jade muito magnético com um exterior não magnético do mesmo cálice, então quem criou estes recipientes e de onde são eles?
Em Illinois uma broca de poço trouxe à superfície uma moeda de bronze com 200.000 anos de uma profundida de 114 pés mesmo à saída de Chillicothe, Illinois. Segundo o Levantamento Geológico do Estado do Illinois, os depósitos que continham a moeda têm entre 200.000 e 400.000 anos
8. Muito tempo antes que a nossa história registada e patrocinada pelo estado admita que o homem civilizado existia na Terra, que cultura fez esta moeda? 
Mais de 350 artefactos foram encontrados no Equador num velho sistema de túneis. Um artefacto em particular mostra a mesma pirâmide com o olho que tudo vê no topo (direita). Sob uma luz negra, o olho toma uma tonalidade interessante enquanto na base deste artefacto (ver figura abaixo) podemos ver uma mapa estelar do Cinturão de Orion juntamente com uma escrita que é mais antiga do que qualquer uma conhecida nesta planeta. Segundo a investigação de Kalus Dona, foi encontrada a mesma escrita em toda a parte do mundo, provando que havia uma civilização GLOBAL pré-existente que é muito mais antiga do que quaisquer escritos sânscritos.
9. Por que é que todas as aulas de história excluem esta informação?
Estamos a ver um tema continuado que envolve o Cinturão de Orion. As pirâmides do planalto de Giza reflectem também o mesmo alinhamento que os “3 Reis” do Cinturão de Orion.
10. Que visitantes vieram do Cinturão de Orion a este planeta?
11. Qual é o significado da constelação do Cinturão de Orion?
O Professor Kurt Schildmann, antigo presidente da Associação Linguística Alemã, chamou a esta escrita “pré-sânscrito” (com mais de 6.000 anos) e conseguiu traduzir o escrito conforme segue:
“O filho do criador vem.”
12. Qual é o verdadeiro significado desta pirâmide e por que é que este símbolo continua a ser usado?
No mito pré-religioso da criação Anunnaki, Anu tinha 2 filhos, Enki e Enlil. Enki, também conhecido como Ea (como inEArth) nos textos sumérios, era afectuoso e amável para com os humanos geneticamente modificados que extraiam ouro para os Anummaki.
13. Será que “O filho do criador vem” se refere a Enki?
O Velho e o Novo Testamento da bíblia cristã mostra um deus vingativo que mata milhões de pessoas ao mesmo tempo que um deus aparentemente diferente que é todo afectuoso.
14. Será que a bíblia reflecte a história de Enlil (Velho Testamento, malévolo para com os humanos) e Enki (Novo Testamento, todo afectuoso para com os humanos)?
No Velho Testamento, em Génesis 1:26, afirma-se "Façamos o homem à nossa imagem, à nossa semelhança".
15. Quem são os “nós” e “nossos”?
Em 1851 em Dorchester, Massachusetts, uma jarra de liga de zinco e prata com 4-1/2 polegadas de altura foi retirada a dinamite de uma rocha sólida 15 pés abaixo da superfície. Dos lados estavam figuras de flores arranjadas em bouquet, embutidas em prata pura. Estima-se que a rocha de onde veio tenha 100.000 anos.
16. Segundo a comunidade académica, que civilização era capaz deste tipo de arte há 100.000 atrás?
Mais de 200 esferas metálicas foram encontradas na África do Sul e estima-se terem 4,500 milhões de anos. Há dois tipos de esferas: “um de metal sólido azulado com manchas brancas, e outro que é uma bola oca cheia com um centro esponjoso branco” (Jimison, 1982).

17. A nossa história registada diz-nos que o homem civilizado só aqui esteve algures entre 6 - 8.000 anos, portanto quem fez estas esferas com milhões de anos de avanço?
Com a excepção da pedra e dos metais preciosos, virtualmente tudo o que possuímos actualmente acabaria por se transformar em pó ao longo dos milénios, incluindo todas as nossas TV’s, telemóveis, carros, aviões e tudo o que é feito de plástico. Se por acaso uma catástrofe total atingisse o nosso planeta, dentro de 100.000 anos, quase todos os sinais da civilização ficariam enterrados sob anos de deterioração.
18. É possível que existam governantes malévolos que nos tenham mantido em subserviência económica durante literalmente centenas de milhares de anos, se não milhões de anos?
Todas as religiões parecem partilhar de histórias similares.
19. É possível que este modelo tenha sido usado desde que as primeiras encarnações vieram para este planeta, talvez há biliões de anos? 
20. Quando é que finalmente aprenderemos a viver sem sermos escravos económicos para o mesmo sistema de domínio e controlo?
3 perguntas de bónus para VOCÊ responder:
Por que é que a nossa verdadeira história nos tem sido ocultada? Qual é o objectivo de suprimir essa informação? Quantas vezes é que vieram civilizações para este planeta e foram embora?


Fonte: Artigo publicado no site Waking Times
Republicado no Facedaletra com autorização de Dylan Charles
Traduzido por Isabel G.

...e reflictamos!


quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Palavra dada e apertos de mão



Hoplita saudando com um aperto de mão um homem mais velho - Grécia antiga - séc. V aC

Outrora, em tempos idos, já muito, muito esquecidos, a palavra de um homem tinha o valor de um contrato. Selava-se com aperto de mão, e às vezes nem isso. Bastava a palavra pronunciada por Fulano para que Beltrano tivesse a certeza de que assim seria. E faltar à palavra dada era desonra. Profunda e verdadeira desonra. Manchava o indivíduo, maculava a família. Andariam todos de olhos baixos. Vergados pelo peso da vergonha. Envoltos na humildade que lhes crescia à medida que a integridade encolhia. O faltoso ponderava o suicídio. Sempre era mais digno matar-se e limpar da vergonha a família do que persistir numa vida entrevada pela falta de carácter que o incumprimento da palavra dada supunha. E, por vezes, nem era culpa do faltoso. Convergiam circunstâncias de uma tal fatídica maneira que o impediam de humanamente honrar o compromisso. Não era culpa dele, não senhor. Mas de passar pela vergonha do culpado, isso já ninguém lho tirava.

Foram desaparecendo aos poucos esses homens de palavra. Perderam-se na bruma dos tempos. E os poucos que ainda existem ocultam-se. Porque são homens honestos, íntegros, rectos. São espécie quase extinta. E portanto podem ser trucidados a qualquer momento.

A honestidade, a integridade, a rectidão, foram substituídas pela corrupção, pela mentira, pela astúcia. Foram substituídos os conteúdos mas não os nomes. Ao longo dos tempos, os conceitos das virtudes que constituíam o carácter são e humano de um homem foram esvaziando-se de conteúdo. E o vazio que ficava foi sendo cuidadosamente preenchido com os instrumentos da manipulação. Com os instrumentos que iriam garantir a perpetuação do poder em todos os seus aspectos. Com todos os instrumentos que, pela sua própria natureza desumana, não fizeram jamais parte do carácter são de um homem verdadeiro.

Foi então que se instalou a grande confusão. Tendo-se mudado o sentido dos conceitos mas tendo-se-lhes mantido o nome, começou a ser frequente louvar o canalha e achincalhar o homem de bem.

Tenha, pois, cuidado, caro leitor, que o que parece já não é! Quando lhe disserem que o candidato fulano de tal é um homem de impoluta rectidão e de transparência inigualável, pode ter a certeza, caro leitor, que o candidato é um podre corrupto e um inveterado mentiroso. Quando ouvir os governos dizerem que para bem do país e do povo foram forçados a tomar esta e aquela medidas, fique o caro leitor ciente do seguinte: as medidas escolhidas foram as que beneficiaram o interesse particular, aquilo de que o país beneficiou foi ascender dois ou três lugares na escala da corrupção mundial ou ter subido mais uns pontos na consideração das máfias internacionais e o povo, você e eu incluídos caro leitor, simplesmente ficou a conhecer mais uma das mil e uma maneiras de ser sodomizado.

Assim sendo, e tal como estão as coisas, talvez seja melhor dar atenção à palavra e evitar apertos de mão...
























terça-feira, 26 de novembro de 2013

Receita de... simplicidade!

Queres acabar com a angústia, com o sofrimento? Fazer desaparecer a frustração, o desejo de querer sempre mais e mais, o vazio que pareces incapaz de preencher? Queres erradicar da tua mente e do teu coração palavras dolorosas como crise, austeridade, corrupção? Sim? Então começa a viver como um verdadeiro ser humano!

Vive o dia-a-dia com a profunda consciência de que de pouco precisas para viver. Tecto, alimento e roupa. Isso é tudo. Todo o resto que pensas que precisas, já o tens. Dentro de ti. Aligeira as posses externas e multiplicarás os tesouros internos.



“Contenta-te com o que tens, alegra-te com a maneira como as coisas são. Quando te apercebes de que não falta nada, o mundo inteiro pertence-te.”
Lao Tzu


Arranja um tecto. Limpo, claro, de preferência banhado pelo sol. E habita-o sem a estúpida preocupação de que seja teu.  Já reparaste que tudo o que possuis é apenas emprestado? Basta-te fechar os olhos e eis que os tão apreciados bens mudam de mãos. E é um processo infindável… Manda as imobiliárias e o IMI para o raio que os partam. Mantém dentro apenas o estritamente necessário. Uma casa cheia de artefactos e geringonças e parafernálias de todo o tipo rouba-te vida porque te distrai. Deleita-te a percorrer-lhe o chão com os pés descalços no Verão, ou a ficar enrolado numa manta quente no Inverno, naquele cadeirão junto à janela, onde os cenários das histórias dos livros que lês se fundem com a paisagem que vês lá fora. 



“Se avançarmos confiantemente na direcção dos nossos sonhos, e nos esforçarmos por viver a vida que imaginámos, passaremos por um inopinado sucesso na nossa vida normal… Proporcionalmente quando simplificamos a nossa vida, as leis do universo parecerão menos complexas, e a solidão não será solidão, nem a pobreza pobreza, nem a fraqueza fraqueza.”
Henry David Thoreau, Walden ou a Vida no Bosque, 1854


Alimenta-te do que é natural. Esquece as mixórdias processadas, cheias de E’s e outros venenos que tais. Esquece as atractivas embalagens coloridas, os anúncios espectaculares que vês na televisão, as marcas badaladas que toda a gente prefere: apenas truques insidiosos para te levarem a consumir o que não precisas. Esquece as novas tendências da cuisine, a fútil e egoísta sofisticação gourmet. Aprende a saborear uma sopa quente de legumes quando as noites frias te entram em casa, ou um fresco sumo de frutas quando o calor te suplica um refresco.

O alimento natural, aquele que não sofre nenhuma transformação, ou quase nenhuma, é o alimento mais adequado ao teu organismo. A Natureza é sábia e os seus frutos providenciam todos os nutrientes de que necessitamos. A artificialização, a industrialização que modifica o estado natural dos alimentos, o fabrico em massa de substitutos do produto natural, são apenas estratégias de lucro. Alguém enriquece enquanto tu, iludido pelo logro do desenvolvimento e da evolução, fazes do teu organismo um parque de doenças.

Pára de beber Coca-cola e Pepsi e todas essas bebidas artificiais. Não porque uma qualquer vedeta possa ficar melindrada, mas porque são prejudiciais à saúde. Acrescenta água à água do teu corpo e mantém assim o equilíbrio.



“Que a comida seja o teu medicamento.”
“A força de cura natural dentro de cada um de nós é a maior força para se ficar bem.” 
“A tudo o que é em excesso se lhe opõe a natureza.”
Hipócrates


Veste o corpo pela única razão de que o deves proteger do frio ou do calor. Aconchega-o com tecidos de fibras naturais. Não lhe negues os movimentos naturais com roupa apertada nem lhe tolhas a transpiração com tecidos artificiais. Cobre o corpo da mesma forma natural com que bebes um copo de água quando tens sede. Com essa mesma naturalidade. Esquece as modas que te escravizam. Esquece as marcas que te fazem cúmplice de desumanidades. Afinal, tu, que és um ser único e irrepetível, por que hás-de querer parecer-te com uns milhares? Tem muito mais valor a tua individualidade e a tua capacidade criativa única do que a aceitação social de um padrão que, mais uma vez, serve, única e exclusivamente, para alguns enriquecerem à custa da tua ingénua e inútil vaidade.

Paulatinamente começa a tornar-te humano. Recusa seguir caminhos já traçados. Nega-te a parecer um artigo de série.

Alimenta a tua mente com o optimismo, com a verdade, com a indescritível e insuperável alegria do momento presente, do agora. 



“[…] Fugir  como se fosse da peste, de todas as pessoas maledicentes, viciosas, ruins, indolentes, invejosas, vaidosas ou vulgares, com motivações inferiores, com mente pobre de entendimento ou que se utilizem de uma vulgar sensualidade como elemento atractivo para os seus discursos ou ocupações. O cumprimento desta regra é de importância decisiva: trata-se de mudar a contextura espiritual da tua alma. É o único meio de mudar o teu destino, pois este depende dos nossos actos e pensamentos. O azar não existe.”
Paracelso, em As Sete Regras de Paracelso


Nutre o teu intelecto com conhecimento, não com informação. Larga os romances cor-de-rosa, os livros sobre política que te manipulam, os jornais diários que te imbecilizam. Procura o saber, o conhecimento, nos legados deixados pelo Homem, antes que o homem se tivesse transformado neste ser amorfo que agora é. Desliga a televisão, o rádio, o telemóvel, que devoram um dos teus mais preciosos bens: o tempo. Não temas, porque não vais voltar à pré-história. Voltarás sim, se assim quiseres, à tua própria história, aquela que em silêncio habita em ti e que, de quando em vez, te sussurra coisas que te deixam inquieto. Que é, afinal, a história universal. A realidade está dentro de ti. Aquilo que crês viver é apenas a ficção que para ti próprio criaste…



“A simplicidade é a suprema sofisticação.”
Leonardo da Vinci


O momento virá em que vais perceber que todos os artefactos de que te rodeias e que crês firmemente que te facilitam a vida, são os grandes responsáveis pela perda dela. Entretido com as geringonças, deixas passar a vida sem lhe sentir o verdadeiro sabor. Atarefado entre um jogo de futebol que te automatiza, que falseia sentimentos e emoções, e o episódio de uma série que gravaste para ver mais tarde; entre as dezenas de chamadas no telemóvel, a maior parte delas desnecessários e inúteis cacarejos e as mensagens de correio electrónico, que mutam e deformam o relacionamento real entre o ser humano, esqueces o que de mais importante existe na tua vida: o autoconhecimento! Passa tempo contigo próprio. Ouve-te. Entrega-te, desarmado, ao silêncio universal. Completa-te contigo próprio.

Chegará então o momento em que colmatar a sede com um simples copo de água, a fome com algumas frutas sumarentas e doces, e o cansaço dormindo durante as horas em que a Natureza dorme, serão actos que, na sua aparente simplicidade, constituirão a mais elevada sofisticação do ser humano. Porque assim procedendo, o ser humano aprendeu onde reside o verdadeiro valor das coisas, aprendeu que a vida deve ser vivida em perfeita consonância com as leis do universo, com os ritmos da Natureza. E a felicidade, aquela coisa que todos procuram e parecem não encontrar, será o estado intrínseco do ser humano que se sabe parte integrante do Todo, da Consciência Universal.



“Tem necessariamente de ser que o que pode ser dito e pensado existe; porque é possível que exista, e não é possível que o que não é nada exista. E isto é o que te convido a ponderar. Afasto-te deste primeiro caminho de inquirição, e destoutro também, em que os mortais que nada sabem deambulam hipócritas; porque a impotência guia o pensamento errante no peito deles, pelo que, entorpecidos, são arrastados de um lado para o outro como homens surdos e cegos. Multidões sem discernimento que crêem que existir e não existir é o mesmo e não é o mesmo, e para quem o caminho de todas as coisas é sempre um voltar atrás!”
Parménides, fragmento de O Poema de Parménides



quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Reflectindo sobre os trogloditas ou a excepção que confirma a regra


Troglodyte Rockabilly de Olaf del Gaizo

Algo de verdadeiramente sério se passa com o ser humano. Não evolui. A mentalidade actual continua ao nível do mais básico troglodita. Sofisticado sem dúvida, mas ainda assim troglodita. O respeito e a educação não existem. Ou melhor, estão em vias de extinção. Chega a ser deprimente a forma displicente e sobranceira com que o indivíduo actual trata o seu semelhante. E este comportamento está patente em todas as idades, em todas as áreas e em todas as chamadas “classes sociais”.



De pequenino se torce o pepino... Excelente futuro espécimen "humano"...


As crianças e os adolescentes de hoje são levados a pensar, pela deficiente educação que recebem dos pais e da sociedade, que são superiores a toda a gente, que são mais espertos que toda a gente, que têm mais direitos que toda a gente e menos deveres que toda a gente. É por isso extremamente comum ver, em público, birras, respostas mal-educadas, atitudes de insolência, comportamentos violentos, etc..



Como em tudo, o poder do forte sobre o mais fraco...


Por sua vez, o indivíduo médio, o tal que não sabe educar a sua prole, reserva a sua pouca educação e o seu pouco respeito para coisa pouca. Defende, por exemplo, com unhas e dentes, nacionalismos idiotas, tais como a suposta grande ofensa a um idolozito do futebol. Ou defende acerrimamente, com doentio patriotismo, uma bandeira mais que enxovalhada pelos políticos que, curiosamente, apoia e em quem, curiosamente, vota. Completamente embotado, casca de noz à deriva no oceano dos altos interesses políticos, tão estupidificado está que venera hoje quem ontem demonizava, ouve atentamente hoje quem ontem raivosamente vaiava. O indivíduo médio é um tosco robot totalmente programado para ser bruto, ignorante, mal-educado. Para ser respeitoso apenas para com aquilo que o mantém adormecido: futebol, o 25 de Abril, e um patriotismo mofento, esbotenado, que se mantém de pé apenas com o alicerce da memória de “heróicos feitos” passados. Fora isto, nada. A asinina mentalidade que o caracteriza não é suficiente para se aperceber do seu tão humilhante quão jocoso papel de peão no tabuleiro das dementes atrocidades da cúpula do poder. Pau-mandado, berra e gesticula nas manifestações, e nem se apercebe que a sua “indignação” é arma do inimigo. Imbuído de um espírito de luta, faz greves e repete slogans tão gastos e puídos quanto a infrutífera espera de resultados. Asnalmente prejudica os semelhantes mas, pateta, afirma, ufano, que luta por todos nós. Ah, que estúpida ingenuidade, que ignorância estupidificante, que mansa bestialidade…



Sem medo? Sem consciência 
... e sem cérebro!




























Mais chocante, contudo, é a atitude do indivíduo dito “educado”, “instruído”, “erudito”. Esse indivíduo, munido do seu título, sai do sistema de ensino totalmente condicionado. Daí que cometa, logo de início, três erros crassos. O primeiro é pensar-se livre. O segundo é achar que toda a informação que obteve o coloca num patamar distinto e mais elevado do que o seu semelhante. E o terceiro é crer-se detentor da verdade. Nada mais errado. Estes indivíduos são tão autómatos quanto o indivíduo comum. Servem o objectivo do sistema na perfeição, seja qual for a área em que sirvam. Na política, trajados de importância e portadores da aura do poder, crêem-se intocáveis, mas não passam de yes men do chefão que se oculta na segurança do quase anonimato. Na área da ciência, por exemplo, seguem o método científico com a devoção dos beatos. A cegueira é tanta que o que não pode ser provado por aquele método, para eles, pura simplesmente, não existe, mesmo que esteja nesse momento a morder-lhe a ponta do nariz. Também, tal como o indivíduo médio, desconhecem o significado de respeito, e a atitude que dos poros lhes transpira é a arrogância da pretensa irrefutabilidade das palavras que proferem como doutrina. Assim agem os “cultos”, os “letrados”, os “intelectuais”, os “artistas”. Não há, nesses indivíduos, lugar nem para a humildade, nem para o respeito. Tal como não têm lugar para o autoquestionamento, para a auto-exploração. São terra estéril em que a semente, semimorta e des-almada, nunca poderá ser excepção de regra.


"A sabedoria não entra numa mente maldosa, e a ciência
sem consciência não é senão a ruína da alma" - François Rabelais

Perguntará o leitor: mas, e então, quem é que resta que se aproveite? E eu respondo-lhe: restam os tolos. Os loucos, se quiser. As excepções, pouquíssimas, que confirmam a regra que se julga excepção. Os insensatos cujo sonho jamais se deixa limitar porque não vislumbram fins na existência. Os insanos que mergulham nas profundidades do seu próprio ser e vislumbram as leis do universo que nenhuma equação consegue explicitar. Os simples que viajam em silêncio na consciência eterna, que cavalgam para além das fronteiras impostas pelos cegos. Aqueles poucos que transpõem com o espírito os obstáculos que os “sãos” afirmam intransponíveis. É isso mesmo, só os loucos se aproveitam…


"Montanha Mística" na Nebulosa Eta Carinae

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