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domingo, 9 de setembro de 2012

A Era do Camaleão


Human Chameleon - Margarita Fields


Tal como eles, mudamos conforme o meio, no nosso caso, o meio social. Somos inconstantes, seguimos o turbilhão. Jamais paramos para pensar “Aonde é que isto me leva?”, tal é a pressa de chegar. Mas chegar onde?
Qualquer que seja o turbilhão, ele só pode desembocar no destino que o pensamento colectivo lhe ditou. Vai o pensamento da massa para ali, e todos vão para ali. Mas se o pensamento da massa indica agora que o caminho é o oposto, eis-nos que vamos pelo caminho contrário sem sequer pestanejar. O que somos? Títeres?
Avança por impulsos a humanidade. Ditados os destinos numa determinada direcção, parece desaparecer a individualidade, característica intrínseca, e o instinto de chegar a algum lado sobrepõe-se à razão. Mas chegar onde?
Não há destino comum que não passe por uma consolidação do pensamento individual. Não há lugar efectivo de chegada enquanto não houver consenso no lugar de partida.
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