terça-feira, 11 de outubro de 2011

Armas Silenciosas para Guerras Tranquilas 12

Introdução aos Amplificadores Económicos, Pré-selecção de Recursos



Introdução aos Amplificadores Económicos

Os amplificadores económicos são os componentes activos da engenharia económica. A característica básica de qualquer amplificador (mecânico, eléctrico ou económico) é que recebe um sinal de controlo de entrada e liberta energia de uma fonte de energia independente para um terminal de saída numa relação previsível àquele sinal de controlo de entrada.   

A forma mais simples de um amplificador económico é um dispositivo chamado publicidade.  

Se um anunciante da TV fala a uma pessoa como se ela tivesse doze anos de idade, então, devido à sugestionabilidade, ela, com uma certa probabilidade, responderá ou reagirá a essa sugestão com a resposta pouco exigente de uma pessoa de doze anos e penetrará no seu reservatório económico e entregará a sua energia apenas àquele produto por impulso quando passar por ele na loja.  

Um amplificador económico pode ter várias entradas e saídas. A sua resposta pode ser instantânea ou retardada. O seu símbolo de circuito pode ser um interruptor rotativo se as suas opções forem exclusivas, qualitativo, “go” ou “no-go”, ou pode ter as suas relações paramétricas saída/entrada especificadas pela matriz com fontes de energia internas representadas.  

Seja qual for a sua forma, o seu objectivo é regular o fluxo de energia de uma fonte para uma banca de saída em relação directa com um sinal de controlo de saída. Por esta razão, é chamado elemento ou componente de circuito activo.  

Os amplificadores económicos dividem-se em classes chamadas estratégias, e, em comparação com os amplificadores electrónicos, as funções internas específicas de um amplificador económico são chamadas logísticas em vez de eléctricas.  

Por conseguinte, os amplificadores económicos não só distribuem ganho de poder mas também, de facto, são usados para provocar mudanças no sistema de circuitos económico.  

Na concepção de um amplificador económico temos de ter uma ideia de pelo menos cinco funções, que são:  

1.      os sinais de entrada disponíveis,
2.      os objectivos  de controlo de saída desejados,
3.      o objectivo estratégicos,
4.      as fontes de poder económico disponíveis,
5.      as opções logísticas. 

O processo de definição e avaliação destes factores e de incorporação do amplificador económico num sistema económico tem sido popularmente chamado teoria do jogo.  

A concepção de um amplificador económico começa com uma especificação do nível de poder da saída, que pode abranger do pessoal ao nacional. A segunda condição é a exactidão de resposta, isto é, o quão exactamente a acção de saída é uma função dos comandos de entrada. Alto ganho combinado com um forte feedback ajuda a entregar a precisão requerida.  

A maior parte do erro será no sinal de dados de entrada. Os dados de entrada pessoais tendem a ser especificados, ao passo que os dados de entrada nacionais tendem a ser estatísticos.

Pré-selecção de Recursos

Questões a serem respondidas: 

o   o quê
o   quando
o   onde
o   como
o   porquê
o   quem 

Fontes gerais de informação: 

o   escutas telefónicas
o   vigilância
o   análise do lixo
o   comportamento das crianças na escola 

Padrão de vida por intermédio de: 

o   comida
o   tecto
o   roupa
o   transporte 

Contactos sociais: 

o   telefone – registo detalhado de chamadas
o   família – certidões de casamento, certidões de nascimento, etc.
o   amigos, sócios, etc.
o   filiação em organizações
o   filiação política 

O Rasto do Papel Pessoal 

Hábitos de compra pessoais, isto é, preferências pessoais do consumidor:  

o   contas correntes
o   compras com cartão de crédito
o   compras com cartão de crédito “etiquetadas” – compras com cartão de crédito de produtos portadores do U.P.C. (Código Universal de Produto)  

Bens: 

o   contas correntes
o   contas poupança
o   imóveis
o   negócio
o   automóveis, etc.
o   cofre no banco
o   bolsa de valores 

Obrigações financeiras: 

o   credores
o   inimigos (ver - legal)
o   empréstimos
o   crédito ao consumo 

Fontes governamentais (estratagemas[1]): 

o   Assistência social
o   Segurança Social
o   comida excedente do Ministério da Agricultura dos EU (U.S.D.A.)
o   ajudas
o   subvenções
o   subsídios 

Fontes governamentais (via intimidação): 

o   IRS
o   OSHA
o   Censos
o   etc. 

Outras fontes governamentais: vigilância do correio dos EU.


Padrões de Hábito - Programação 

Forças e fraquezas: 

o   actividades (desportos, passatempos, etc.)
o   ver "legal" (medo, ira, etc. – registo criminal)
o   registos hospitalares (sensibilidade a fármacos, reacção à dor, etc.)
o   registos psiquiátricos (medos, iras, aversões, adaptabilidade, reacção a estímulos, violência, sugestionabilidade ou hipnose, dor, prazer, amor e sexo)  

Métodos de lidar com as dificuldades – de adaptabilidade – comportamento: 

o   consumo de álcool
o   consumo de drogas
o   diversão
o   factores religiosos que influenciam o comportamento
o   outros métodos de fuga da realidade 

Modus operandi de pagamento – pagar no prazo, etc.: 

o   pagamento das contas de telefone
o   compras energéticas (electricidade, gás,...)
o   compras de água
o   reembolso de empréstimos
o   pagamento das prestações da casa
o   pagamento das prestações do carro
o   pagamento dos cartões de crédito 

Sensibilidade política: 

o   crenças
o   contactos
o   posição
o   forças/fraquezas
o   projectos/actividades 

Recursos legais – controlo comportamental (desculpas para investigação, busca, prisão ou emprego da força para modificar o comportamento): 

o   registos judiciais
o   registos policiais – NCIC (National Crime Information Center)
o   infracções de trânsito
o   denúncias feitas à polícia
o   informação de seguros
o   conhecidos contra o sistema 

Informação de Recurso Nacional 

Fontes de negócio (via I.R.S., etc.): 

o   preços dos bens essenciais
o   vendas
o   investimentos em
·         stocks/inventário
·         ferramentas e máquinas de produção
·         edifícios e melhorias
·         a bolsa de valores 

Bancos e agências de crédito: 

o   informação de crédito
o   informação de pagamento 

Fontes diversas:

o   sondagens e inquéritos
o   publicações
o   registos telefónicos
o   compras de energia e serviços públicos


[1] Princípio deste estratagema – o cidadão fará quase sempre a recolha de informação sem dificuldades se puder funcionar no “princípio da sande grátis” do “coma agora e pague depois”.

Armas Silenciosas para Guerras Tranquilas 11

Introdução à Teoria dos Testes de Choque Económico, Exemplo de Teste de Choque,



Introdução à Teoria dos testes de Choque Económico

Deixemos que os preços e as vendas totais de bens sejam dados e simbolizados conforme segue:

Bens
Função Preço
Vendas Totais
bebidas alcoólicas
A
A
carne
B
B
café
C
C
gasolina
G
G
açúcar
S
S
tabaco
T
T
saldo desconhecido
U
U

Assumamos um modelo económico simples em que o número total de bens importantes (produtos principais) está representado como carne, gasolina, e um agregado de todos os outros bens principais a que chamaremos os bens principais diversos “M” (por exemplo, M é um agregado de C, S, T, U, etc.).

Exemplo de Testes de Choque

Assumamos que as vendas totais, P, de produtos petrolíferos podem ser descritas pela função linear das quantidades B, G e M, que são funções dos preços desses respectivos bens.

P = aPG B + aPG G + aPM M

Em que B, G, e M são funções dos preços da carne, gasolina e diversos, respectivamente, e aPB, aPG, e aPM são coeficientes constantes que definem o montante pelo qual cada uma das funções B, G e M afectam as vendas, P, de produtos petrolíferos. Estamos a assumir que B, G e M são variáveis independentes umas das outras.

Se a disponibilidade ou o preço da gasolina for repentinamente mudado, então G tem de ser substituído por G + G. Isto provoca uma mudança nas vendas do petróleo de P para P + P. Assumiremos também que B e M permanecem constantes quando G muda para G + G.

(P + P) = aPB B + aPG (G + G) + aPMM.

Desenvolvendo esta expressão, obtemos

P + P = aPB B + aPG G + aPG G + aPM M

e subtraindo o valor original de P obtemos para a mudança em P

Mudança em P = P = aPG G

Dividindo por G obtemos

aPG = P / G .

Esta é uma taxa de mudança em P devida apenas a uma mudança isolada em G, G.

Em geral, ajk é a taxa parcial de mudança no efeito das vendas j devido a uma mudança na função de preço causal do bem k. Se o intervalo de tempo fosse infinitesimal, esta expressão seria reduzida ao diferencial total de uma função, P.


Quando o preço da gasolina sofre um choque, todos os coeficientes com G (2G) inteiro no denominador são avaliados ao mesmo tempo. Se B, G e M fossem independentes, e suficientes para descrição da economia, então seriam necessários três testes de choque para avaliar o sistema.

Existem outros factores que podem ser representados da mesma maneira.

Por exemplo, a tendência de uma sub-nação dócil para se retirar sob pressão económica pode ser dada por


em que G é o preço da gasolina, WP são os dólares gastos por tempo unitário (referente a digamos 1939) para produção de guerra durante o tempo de “paz”, etc. Estas quantidades são apresentadas a um computador em formato matriz conforme segue:


e

X1 = G
Y1 = P - KP
X2 = B
Y2 = F - KF
X3 = etc.
Y3 = etc.

Finalmente, invertendo esta matriz, isto é, resolvendo em termos de Xk do Yj, obtemos, por exemplo,

[bkj] [Yj ] = [Xk] .

Este é o resultado no qual efectuamos substituições para obter aquele conjunto de condições de preços de bens, de más notícias na TV, etc., que realizará um desmoronamento do moral público pronto para controlo.

Uma vez sejam determinados os coeficientes económicos de preço e vendas ajk e bkj, podem ser convertidos em coeficientes técnicos de fornecimento e procura gjk, Cjk, e 1/Ljk.

O teste de choque de um dado bem é então repetido para obter a taxa de tempo de mudança destes coeficientes técnicos.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Armas Silenciosas para Guerras Tranquilas 10

A Indústria Doméstica, Modelos da Indústria Doméstica, Teste de Choque Económico



A Indústria Doméstica

As indústrias de finanças (banca), de fabrico e do governo, verdadeiros correlativos das indústrias puras do capital, dos bens e dos serviços, são facilmente definidas porque são geralmente estruturadas de uma maneira lógica. Devido a isto, os seus processos podem ser descritos matematicamente e os seus coeficientes técnicos podem ser facilmente deduzidos. Este, contudo, não é o caso da indústria de serviços conhecida como a indústria doméstica.

Modelos da Indústria Doméstica

Quando o diagrama de fluxo da indústria é representado por um sistema de 2 blocos de indústrias domésticas à direita e todas as outras indústrias à esquerda, resulta o seguinte:


As setas da esquerda para a direita rotuladas A, B, C, etc., denotam o fluxo de valor económico das indústrias no bloco à esquerda para a indústria no bloco da direita chamada “indústrias domésticas”. Pode pensar-se nisto como os fluxos mensais do consumidor dos seguintes bens. A – bebidas alcoólicas, B – carne, C – café, ...., U – desconhecido, etc....

O problema que um economista teórico enfrenta é que as preferências do consumidor de qualquer agregado não são facilmente previsíveis e os coeficientes técnicos de qualquer agregado tendem a ser uma função não linear, muito complexa e variável de rendimento, preços, etc.  

A informação informática proveniente da utilização do código de produto universal em conjunção com a compra por cartão de crédito como identificador de agregado individual podia mudar este estado de coisas, mas o método C.P.U. não está ainda disponível à escala nacional nem sequer a uma escala regional significativa. Para compensar esta deficiência de dados, foi adoptada uma abordagem indirecta alternativa de análise conhecida como testes de choque económico. Este método, amplamente utilizado na indústria de fabrico de aeronaves, desenvolve um género de dados estatísticos agregados.  

Aplicado à economia, isto significa que todos os agregados numa região ou em toda a nação são estudados como um grupo ou classe em vez de individualmente, e o comportamento colectivo em vez do comportamento individual é usado para descobrir estimativas úteis dos coeficientes técnicos que dirigem a estrutura económica da hipotética indústria doméstica individual.

De notar que no diagrama de fluxo da indústria os valores para os fluxos A, B, C, etc., são acessíveis a medição em termos de preços de venda e vendas totais de bens.

Um método de avaliar os coeficientes técnicos da indústria doméstica depende do choque de preços de um bem essencial e observar as mudanças nas vendas de todos os bens. 

Teste de Choque Económico

Em tempos recentes, a aplicação da Investigação de Operações ao estudo da economia público tem sido óbvia para qualquer pessoa que compreenda os princípios dos testes de choque.  

Nos testes de choque de uma fuselagem de aeronave, o impulso de recuo de disparar uma arma montada nessa fuselagem provoca ondas de choque nessa estrutura que informam os engenheiros da aviação das condições sob as quais algumas partes do avião ou todo o avião ou as suas asas começarão a vibrar ou a tremer como uma corda de guitarra, uma flauta de cana ou um diapasão, e a desintegrar-se ou a cair aos pedaços durante o voo.  

Os engenheiros de economia alcançam o mesmo resultado ao estudar o comportamento da economia e do consumidor público seleccionando cuidadosamente um artigo de primeira necessidade como a carne, o café, a gasolina ou o açúcar, e provocando então uma mudança súbita ou choque no seu preço ou disponibilidade, pondo assim em baixo de forma o orçamento e os hábitos de compra de toda a gente.  

Observam então as ondas de choque que daí resultam monitorizando as mudanças na publicidade, nos preços e nas vendas desse e doutros bens essenciais.  

O objectivo de tais estudos é adquirir o know-how para colocar a economia pública num estado previsível de movimento ou mudança, até num estado de movimento autodestrutivo controlado, que convença o público de que certos “especialistas” deveriam tomar o controlo do sistema monetário e reestabelecer a segurança (mais do que a liberdade e a justiça) para todos. Quando os cidadãos dominados são tornados incapazes de controlar os seus assuntos financeiros, ficam, claro, totalmente escravizados, uma fonte de mão-de-obra barata.  

Não só os preços dos bens essenciais, mas também a disponibilidade de mão-de-obra podem ser usados como meios para testes de choque. As greves laborais fazem excelentes testes de choque a uma economia, especialmente nas áreas críticas dos serviços dos transportes por camião, da comunicação, dos serviços públicos (energia, água, recolha de lixo), etc.  

Pelos testes de choque, verifica-se que existe uma relação directa entre a disponibilidade do dinheiro a circular numa economia e a verdadeira perspectiva e resposta das massas de pessoas dependentes dessa disponibilidade.  

Por exemplo, há uma relação quantitativa mensurável entre o preço da gasolina e a probabilidade de que uma pessoa possa experienciar uma dor de cabeça, sentir a necessidade de ver um filme violento, de fumar um cigarro, ou de ir a uma taberna beber uma caneca de cerveja.  

É extremamente interessante que, ao observar e medir os modelos económicos pelos quais o público tenta fugir dos seus problemas e escapar da realidade, e ao aplicar a teoria matemática da Investigação de Operações, é possível programar computadores para prever a combinação mais provável de acontecimento criados (choques) que conduzam a o controlo e subjugação completos do público através da subversão da economia pública (por intermédio das fontes de proveito, favores políticos).

Armas Silenciosas para Guerras Tranquilas 9

Estádios de Simplificação Esquemática, Generalização, Remessa Final de Bens, Os Coeficientes Técnicos, Tipos de Admissão



Estádios de Simplificação Esquemática


Generalização

Tudo isto pode agora ser resumido.
Deixando que Ij represente o resultado da indústria j, e o    ijk, a quantidade do produto da indústria j absorvido anualmente pela indústria k, e o    ijo, a quantidade do mesmo produto que j disponibilizou para uso “externo”. Então


Substituindo os coeficientes técnicos, yjk


Que é a equação geral de todas as admissões no circuito da indústria.

Remessa Final de Bens


é chamada remessa final de bens ou remessa de procura final, e é zero quando o sistema pode ser encerrado pela avaliação dos coeficientes técnicos das indústrias “não produtivas”, governo e indústrias caseiras. As indústrias caseiras podem ser consideradas como indústrias produtivas com a mão-de-obra como produto de saída.

Os Coeficientes Técnicos

As quantidades yjk são chamadas coeficientes técnicos do sistema industrial. São admissões e podem consistir em qualquer combinação dos três parâmetros passivos, condutância, capacitância e indutância. Os díodos são usados para fazer o fluxo unidireccional e apontar contra o fluxo.

o   gjk = condutância económica, coeficiente de absorção
o   yjk = capacitância económica, coeficiente de capital
o   Ljk = indutância económica, coeficiente de actividade humana

Tipos de Admissão

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