quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Armas Silenciosas para Guerras Tranquilas 3

Energia, Introdução Descritiva da Arma Silenciosa, Introdução Teórica


Energia

A energia é reconhecida como sendo a chave para toda a actividade na Terra. A ciência natural é o estudo das fontes e controlo da energia natural, e a ciência social, teoricamente apresentada como economia, é o estudo das fontes e controlo da energia social. Ambas são sistemas contabilísticos: matemática. Por conseguinte, a matemática é a principal ciência da energia. E o contabilista pode ser rei se o público puder ser mantido no desconhecimento da metodologia da contabilidade.  

Toda a ciência é simplesmente um meio para um fim. Os meios são conhecimento. O fim é controlo. Para além disto permanece apenas uma questão: quem será o beneficiário?  

Em 1954 era esta a questão de preocupação principal. Embora as chamadas “questões morais” fossem levantadas, em vista da lei da selecção natural ficou acordado que uma nação ou mundo de pessoas que não usam a sua inteligência não são melhores do que animais que não têm inteligência. Essas pessoas são animais de carga e de criação por escolha e consentimento.  

Consequentemente, no interesse da futura ordem mundial, da paz e da tranquilidade, foi decidido fazer privadamente uma guerra tranquila contra o público americano com o objectivo derradeiro de transferir permanentemente a energia natural e social (riqueza) da população indisciplinada e irresponsável para as mãos a minoria autodisciplinada, responsável e merecedora.  

Para implementar este objectivo, foi necessário criar, garantir e aplicar novas armas que, como se verificou, eram uma classe de armas tão subtis de sofisticadas no seu princípio de funcionamento e na aparência pública como para obterem o nome de “armas silenciosas”.   

Em conclusão, o objectivo da investigação económica, tal como conduzida pelos magnatas do capital (actividade da banca) e das indústrias de bens e serviços, é o estabelecimento de uma economia que seja totalmente previsível e manipulável.  

Para alcançar uma economia totalmente previsível, os elementos da classe inferior da sociedade têm de ser postos sob controlo total, isto é, têm de ser treinados para ser dóceis e complacentes, adestrados, e devem- lhes ser atribuídos um jugo e deveres sociais a longo prazo desde tenra idade, antes de terem oportunidade de questionar a propriedade da questão. Para concretizar essa conformação, a família da classe inferior tem de ser desintegrada por um processo de preocupação crescente dos pais e pelo estabelecimento de centros de dia explorados pelo governo para as crianças tornadas órfãs devido ao trabalho dos pais. 

A qualidade da educação dada à classe inferior deve ser a da mais pobre espécie, para que o fosso da ignorância que isola a classe inferior da superior seja e permaneça incompreensível à classe inferior. Com semelhante desvantagem inicial, até os indivíduos inteligentes da classe inferior têm pouco, se alguma, esperança de se libertarem do destino que lhes foi atribuído na vida. Esta forma de escravidão é essencial para manter algum grau de ordem social, paz e tranquilidade para a classe superior governante. 

Introdução Descritiva da Arma Silenciosa

Tudo o que é esperado de uma arma comum é esperado de uma arma silenciosa pelos seus criadores, mas apenas no seu modo próprio de funcionamento.  

Dispara situações em vez de balas; é impelida por processamento de dados em vez de por reacção química (explosão); provém de bits de dados em vez de grãos de pólvora; provém de um computador em vez de uma arma de fogo; é operada por um programador de computadores em vez de um atirador de grande perícia; está sob as ordens de um magnata da banca em vez de um general do exército.  

Não faz ruídos explosivos óbvios, não causa ferimentos físicos ou mentais óbvios, e obviamente não interfere com a vida social quotidiana de ninguém.  

Contudo faz um “ruído” inequívoco, causa um dano físico e mental inequívoco e inequivocamente interfere com a vida social, isto é, inequívoco a um observador atento, a um que sabe o que procurar.  

O público não consegue compreender esta arma, e por conseguinte não consegue acreditar que está a ser atacado e subjugado por uma arma.  

O público pode sentir instintivamente que algo está errado, mas, e isso é devido á natureza técnica da arma silenciosa, não consegue manifestar os seus sentimentos de uma maneira racional ou lidar com o problema com inteligência. Por conseguinte, não sabe como pedir ajuda e não sabe como associar-se a outros para se defender contra ela.   

Quando uma arma silenciosa é gradualmente aplicada, o público ajusta-se/adapta-se à sua presença aprende a tolerar a sua incursão na sua vida até que a pressão (psicológica via económica) se torne demasiado grande e se vá abaixo.  

Por conseguinte, a arma silenciosa é um tipo de guerra biológica. Ataca a vitalidade, as opções e a mobilidade dos indivíduos de uma sociedade conhecendo, compreendendo, manipulando e atacando as suas fontes de energia natural e social, e as suas forças e fraquezas físicas, mentais e emocionais.

Introdução Teórica

Dêem-me o controlo sobre a moeda de uma nação, e não me interessa quem faz as suas leis.

Mayer Amshel Rothschild (1743-1812)

  

A tecnologia das armas silenciosas de hoje é uma extensão de uma ideia simples descoberta, sucintamente formulada, e efectivamente aplicada pelo citado Sr. Mayer Amschel Rothschild. O Sr. Rothschild descobriu a componente passiva que faltava da teoria económica conhecida como indutância económica. Claro que ele não pensou na sua descoberta nestes termos do século XX, e, evidentemente, a análise matemática teve de esperar pela Segunda Revolução Industrial, pelo desenvolvi mento da teoria da mecânica e da electrónica, e finalmente. Pela invenção do computador electrónico antes que pudesse ser efectivamente aplicada no controlo da economia mundial.

Armas Silenciosas para Guerras Tranquilas 2

Segurança, Introdução Histórica, Introdução Política



Armas Silenciosas para Guerras Tranquilas

Manual Técnico de Investigação de Operações TM-SW7905.1



Bem-vindo a Bordo 

Esta publicação assinala o 25º aniversário da Terceira Guerra Mundial, chamada a “Guerra Tranquila”, que está a ser levada a cabo usando guerra biológica subjectiva, e combatida com “armas silenciosas”.  

Este livro contém uma descrição introdutória desta Guerra, as suas estratégias e o seu armamento.

 Maio 1979 #74-1120





Segurança

É obviamente impossível discutir engenharia social ou a automatização de uma sociedade, isto é, a engenharia dos sistemas de automatização social (armas silenciosas) a uma escala nacional ou mundial sem que isso implique objectivos extensivos de controlo social e destruição da vida humana, isto é, escravidão e genocídio.  

Este manual é em si mesmo uma declaração de intenções análoga. Estes escritos têm de ser salvaguardados da análise pública. Caso contrário, poderá ser reconhecido como uma declaração tecnicamente explícita de guerra interna. Além disso, sempre que qualquer pessoa ou grupo de pessoas em posição de grande poder e sem conhecimento pleno e consentimento do público, use este conhecimento e metodologias para a conquista económica, é preciso compreender que existe um estado de guerra interna entre a dita pessoa ou grupo de pessoas e o público.  

A solução dos problemas de hoje exige uma abordagem que seja implacavelmente franco, sem se atormentar com valores religiosos, morais ou culturais.  

Você qualificou-se para este projecto devido à sua capacidade de olhar para a sociedade humana com fria objectividade, e ainda analisar e discutir as suas observações e conclusões com outros de capacidade intelectual similar sem perda de discrição ou humildade. Tais virtudes são usadas no seu próprio e melhor interesse. Não se desvie delas.



Introdução Histórica

A tecnologia das armas silenciosas desenvolveu-se a partir do Operations Research (O.R.) – Investigação de Operações – uma metodologia estratégica e táctica desenvolvida sob a Gestão Militar em Inglaterra durante a Segunda Guerra Mundial. O propósito original da Investigação de Operações era estudar os problemas estratégicos e tácticos da defesa aérea e terrestre com o objectivo do uso efectivo de recursos militares limitados contra os inimigos estrangeiros (isto é, logística). 

Em breve foi reconhecido por aqueles em posições de poder que os mesmos métodos poderiam ser úteis para controlar totalmente a sociedade. Mas eram necessárias ferramentas melhores.    

A engenharia social (a análise e automatização de uma sociedade) requer a correlação de grandes quantidades de informação económica a mudar constantemente (dados), portanto era necessário um sistema de processamento de dados computorizado de alta que pudesse correr à frente da sociedade e predizer quando é que a sociedade chegaria à capitulação.  

Os computadores de relés eram demasiado lentos, mas o computador electrónico, inventado em 1946 por J. Presper Eckert e John W. Mauchly, possuíam as condições necessárias.  

O próximo avanço foi o desenvolvimento do método simplex da programação linear em 1947 pelo matemático George B. Dantzig.  

Depois em 1948, o transístor, inventado por J. Bardeen, W.H. Brattain e W. Shockley, prometiam grande expansão da área dos computadores reduzindo as exigências de espaço e energia.  

Com estas três invenções sob a sua direcção, aqueles em posições de poder suspeitaram fortemente de que lhes era possível controlar o mundo inteiro com o premir de um botão.  

Imediatamente a Fundação Rockefeller se envolveu desde o início fazendo uma subvenção de quarto anos à Universidade de Harvard, fundando o Harvard Economic Research Project (Projecto de Investigação Económica de Harvard) para o estudo da estrutura da economia Americana. Um ano mais tarde, em 1949, juntou-se-lhe a Força Aérea dos Estados Unidos.   

Em 1952 terminava o período de subvenção, e realizou-se uma reunião de alto nível da Elite para determinar a próxima fase da investigação das operações sociais. O projecto de Harvard tinha sido muito prolífico como se demonstrou pela publicação de alguns dos seus resultados em 1953 sugerindo a praticabilidade da engenharia económica (social)[1]    . 

Engendrada na última metade da década de 40, a nova máquina da Guerra Tranquila permaneceu, por assim dizer, num brilhante hardware dourado na sala de exposições até 1954.  

Com a criação do maser[2] em 1954, a promessa de ter acesso a recursos ilimitados da energia atómica de fusão a partir do hidrogénio pesado na água do mar e a consequente disponibilidade de poder social ilimitado era uma possibilidade apenas à distância de décadas.  

A combinação era irresistível.  

A Guerra Tranquila foi discretamente declarada pela Elite Internacional na reunião realizada em 1954. 

Embora o sistema de armas silenciosas quase tenha sido exposto 13 anos mais tarde, a evolução de um novo sistema de armas jamais sofreu quaisquer reveses de importância.  

Este volume assinala o 25º aniversário do início da Guerra Tranquila. Esta guerra interna tem já tido muitas vitórias em muitas frentes em toda a parte do mundo.

Introdução Política

Em 1954 foi bem reconhecido por aqueles em posições de autoridade que era só uma questão de tempo, apenas algumas décadas, antes que o público em geral fosse capaz de compreender e perturbar o berço do poder, porque os próprios elementos da nova tecnologia das armas silenciosas eram tão acessíveis para uma utopia pública como o eram para proporcionar uma utopia privada.  

A questão de preocupação principal, a do domínio, girou em torno do assunto das ciências da energia.


[1] “Studies in the Structure of American Economy” (1953), de Vassili Leontief (director do Projecto de Investigação Económica de Harvard), International Science Press Inc.; White Plains, New York.
[2] Abreviatura de Microwave Amplification by Stimulated Emission of Radiation (Amplificação de Microondas por Emissão Estimulada de Radiação)

Armas Silenciosas para Guerras Tranquilas 1

Prólogo, Prefácio e Índice




ULTRA SECRETO


Armas Silenciosas

Para

Guerras Tranquilas



O documento que se segue foi retirado de duas fontes. A primeira foi obtida num website (do qual não recordo o endereço) registando como fonte o livro intitulado Behold A Pale Horse de William Cooper, Light Technology Publishing, 1991. A segunda fonte é um panfleto grosseiramente copiado que não contém nenhum aviso de direitos de autor ou nome de editora. Com excepção do Prólogo e do Prefácio, o principal que faltava na primeira fonte eram as ilustrações. Ao começarmos a comparar as duas, apercebemo-nos de que as ilustrações e o texto de acompanhamento (também em falta na primeira) constituíam uma parte significativa do documento. Esta foi agora restaurada pelo The Lawful Path e tanto quanto sei, é a única cópia da internet disponibilizada completa com as ilustrações. 
Não temos conhecimento em primeira mão de que este documento seja genuíno, contudo muitos dos conceitos aqui contidos são certamente razoáveis, importantes e exigem intensa consideração. 
Se alguém tiver conhecimento adicional acerca da origem deste documento; se tiver cópias melhores das ilustrações do que as aqui postada; se tiver qualquer parte que falta a este documento, ou tiver quaisquer comentários que possam melhorar a qualidade deste documento, ficaremos gratos pelos seus comentários.
The Lawful Path http://www.lawfulpath.com







Prólogo

Este manuscrito foi entregue nos nossos escritórios por uma pessoa desconhecida. Não roubámos o documento, nem estamos envolvidos em nenhum roubo do Governo dos Estados Unidos, e não obtivemos o documento por via de quaisquer métodos desonestos. Sentimos que não estamos e pôr em perigo a “Segurança Nacional” ao reproduzir este documento, antes pelo contrário; foi autenticado e sentimos que não só estamos dentro dos limites dos nossos direitos ao publicá-lo, mas moralmente obrigados a fazê-lo.
Relativamente a este manual de formação, devem ter detectado que tivemos de tapar as notas de margem feitas pelo seleccionado no Centro de Formação da C.I.A., mas posso assegurar-lhes que o manual é autêntico, e foi impresso com o objectivo de iniciar o seleccionado na conspiração. Foi autenticado por quatro diferentes escritores técnicos para a Inteligência Militar, um apenas recentemente reformado que quer muito ter este manual distribuído por toda a parte do mundo, e outro que está ainda empregado como Engenheiro Electrónico no Governo Federal e tem acesso à série completa dos Manuais de Formação. Outro foi colocado no Havai e detinha a mais elevada autorização de segurança na Inteligência Naval, e outro que agora ensina numa universidade e tem trabalhado com a Central Intelligence Agency há vários anos, e quer sair antes que o machado caia sobre os conspiradores.
Acreditamos que o mundo inteiro deveria saber acerca deste plano, portanto distribuímos internacionalmente cem destes manuscritos, para perguntar aos indivíduos em posições de topo as suas opiniões. A opinião de consenso foi distribui-lo a tantas pessoas quantas o quisessem com o fim de que não só compreendessem que essa “Guerra” tinha sido declarada contra elas mas pudessem ser capazes de identificar adequadamente o verdadeiro inimigo da Humanidade.
Delamer Duverus







Prefácio

As teorias da conspiração não são nada de novo na história. Conspirações para “matar César” e derrubar Roma abundaram, por exemplo. Contudo, são raras as vezes que pistas concretas para essas conspirações vêm a público e são conhecidas de uma maneira geral.
Armas Silenciosas para Guerras Tranquilas, Um Manual de Introdução à Programação foi descoberto totalmente por acidente a 7 de Julho de 1986, quando um empregado da Boeing Aircraft Co, comprou num leilão uma fotocopiadora IBM em saldo para peças de sucata, e descobriu lá dentro pormenores de um plano, secretamente urdido nos dias embrionários da “Guerra Fria”, que exigia o controlo das massas através da manipulação da indústria, dos passatempos das pessoas, da educação e das tendências políticas. Exigia uma revolução silenciosa, pondo irmão contra irmão, e desviando a atenção pública do que realmente acontece.
O documento que está prestes a ler é verdadeiro. Está reimpresso na sua forma virgem, com diagramas, como toque de realidade.

Índice


  • Prólogo
  • Prefácio
  • Segurança
  • Introdução Histórica
  • Introdução Política
  • Energia
  • Introdução Descritiva da Arma Silenciosa
  • Introdução Teórica
  • Conceitos Gerais de Energia
  • A Descoberta da Energia do Sr.Rothschild
  • O Capital Aparente como Indutor de “Papel”
  • Avanço
  • Aplicação na Economia
  • O Modelo Económico
  • Diagramas Industriais
  • Três Classes Industriais
  • Agregação
  • O Modelo E
  • Indutância Económica
  • Factores Indutivos a Considerar
  • Conversão
  • Relações de Fluxo de Tempo e Oscilações Autodestrutivas
  • Circuitos Equivalentes da Indústria
  • Estádios de Simplificação Esquemática
  • Generalização
  • Remessa Final de Bens
  • Os Coeficientes Técnicos
  • A Indústria Doméstica
  • Modelos da Indústria Doméstica
  • Testes de Choque Económico
  • Introdução à Teoria dos Testes de Choque
  • Exemplo de Testes de Choque
  • Introdução aos Amplificadores Económicos
  • Pré-selecção de Recursos
  • Pré-selecção de Resultados
  • Tabela de Estratégias
  • Diversão, a Estratégia Primordial
  • Resumo de Diversões
  • Consentimento, a Vitória Principal
  • Fontes de Energia de Amplificação
  • Logística
  • O Ventre Artificial
  • A Estrutura Política de uma Nação - Dependência
  • Acção/Agressão
  • Responsabilidade
  • Resumo
  • Análise do Sistema
  • O Destacamento
  • Imposição







Teoria da Conspiração??? 0

Teoria da conspiração ou não, não resisti a publicar este “manual de programação” cuja autoria, aparentemente desconhecida, é atribuída a uma “elite” que supostamente controla a economia mundial.

Encontrei-o numa pesquisa que estava a efectuar e escrito na língua inglesa. Ampliando as minhas pesquisas, descobri-o também em francês, em espanhol e em português do Brasil. Resolvi traduzi-lo para o nosso português (a versão inglesa que me pareceu mais completa e fiável foi a que encontrei em The Lawful Path http://www.lawfulpath.com e inclui Prólogo e Prefácio dessa versão por achá-los interessantes!). Gostei do que li, vi consolidadas opiniões pessoais, ainda que isto não interesse nada, já que são só e apenas isso: opiniões pessoais.
Também não importa muito se o dito cujo é verdadeiro ou não, porque, para os olhos que querem ver, para os ouvidos que querem ouvir e para as consciências que querem despertar, nele poderão encontrar muitas similitudes com o mundo actual e com o comportamento dos seus habitantes.
Deixo ao vosso critério lê-lo ou não, julgá-lo como real ou como embuste, reflectir sobre ele ou descartá-lo totalmente.
Em jeito de conclusão, ousaria dizer que a única forma de não sermos títeres ao serviço de uma minoria cruel e totalmente descapacitada de compaixão e humanidade é a via da revolução pessoal, individual, silenciosa.
Aquela revolução que, ao vir de dentro de nós, nos facilita uma visão do mundo totalmente diferente e muda verdadeiramente a nossa atitude para com ele. Mais do que manifestações públicas, importa pôr a mão na nossa consciência; mais do que reclamações e indignações, importa tomarmos consciência e compreendermos, em nós próprios, as causas e os efeitos das nossas atitudes, dos nossos comportamentos, dos nossos condicionamentos, dos nossos relacionamentos.
A revolução individual, muda, incisiva, tranquila e persistente será a única arma silenciosa e pacífica que poderá fazer frente a essas outras “armas silenciosas” e transformar o mundo pela transformação sensata e inteligente de nós próprios.

Ah, já me esquecia: se alguém se sentir incomodado com esta publicação, contacte-me e diga de sua justiça!

E agora, leia e pasme, ou faça o que lhe aprouver...

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Sem pressa nenhuma

Dedicado ao Lourenço, e ele sabe bem porquê!


Não, não.
Não me venham com pressas que eu não tenho nenhuma.
Nasci sem pressa, disse-mo a minha mãe,
E cresci sem pressa, lembro-me eu bem.

Mas depois tive alguma,
Quando corpo e mente despertaram para a vida,
Quando a ânsia inocente de saber, o frenesim de descobrir, de viver,
Eram doida correria.
Aí sim, que pressa eu tinha, que veloz passava o dia!
E ainda assim pensava que o futuro não chegava
Com a rapidez que eu queria.

Anos e anos de pressa,
Uma corrida tonta em direcção a uma meta inexistente,
Pois não é o futuro a corrente
Da vida nascida agora, sem pressa, no presente?
Mas a mente, que pensa que pensa, não pensa afinal,
E, contra-natura, cega, dormente, teima em seguir um curso trivial
Não bebendo da frescura, da novidade, da força do manancial.

A vida que nasce rica e pura, e cujo atento fluir
A cada mínimo passo, mais rica e madura e sábia a faria,
Só é lembrada quando, já impura e conspurcada
Por haver trilhado ao azar um caminho por de mais palmilhado,
Que não era seu, que nunca foi novo nem principiado,
Sente infinita saudade do momento pujante em que nasceu.

É pois, sem pressa,
Depois de percorrida bem mais de meia vida,
Que placidamente me demoro na nascente.
Dela retiro lenta mas firmemente
Toda e qualquer impureza que a possa corromper.
Sem pressa, sem jamais correr,
Cada vez mais me aconchego e me entrego
A este doce e pausado viver.

Não, não.
Não me venham com pressas que não tenho nenhuma.
Nasci sem pressa, disse-mo a minha mãe
E vivo sem pressa, que cuidando da nascente, sem me mexer vou mais além.

domingo, 3 de julho de 2011

À beira-mar

Abandonaram-me as musas
como se a fonte de Castália houvesse secado,
e a inspiração, o alento da vida, para sempre houvesse calado
o meu sentir.

Como se o coração, outrora vivo,
quisesse parar de tanto correr
e quieto, cansado, ousasse agora para sempre ficar mudo
e não mais tivesse vontade de explodir.

Abandonaram-me os deuses,
e seus carros velozes não mais pude seguir
pelos céus, que agora rasgados, queimavam impávidos os restos
do meu existir.

Desolada a alma, apagado o olhar,
de pensamento vazio, emudecido o lamento,
como se nunca houvera nascido,
fui sentar-me à beira-mar.

Abandonada,
ao vento entreguei o que de mim restava.
Fiquei só portanto, completamente despojada,
por companhia nem sequer a dor, nem sequer o pranto.

E o mar ali à beira,
quedo, cobrindo como manto o horizonte do olhar,
murmurava, como se em segredo,
o segredo do seu viver, do seu ser, do seu estar:

Tinha corpo, tinha alma, tinha força e tinha fúria,
tinha calma, arrojo, espuma e candura;
por vezes, altaneiro, parecia o dono do mundo,
e outras, de tão humilde e manso, branda criatura;

tinha o fundo que o sustentava, fetal amparo,
e no céu imenso, esse desconhecido que via o seu matiz
na cor das águas reflectido, um infinito inexplorado;
e aqui, na sua beira, a cada onda rebentada, a osmose perfeita entre água e areia.

Sentada à beira-mar,
fui inspirada, insuflada de vida, extasiada
por uma simples gota d’água salpicada ao acaso:
ela é o oceano inteiro, não importa o seu tamanho, o seu paradeiro;

é una, completa, é o todo numa parte, numa poeira;
e eu, que me sentira vazia, que morta vivia desperdiçando a vida,
por causa dela,
tomei-me de nova energia e eis-me de novo intacta, inteira.

Nada sei

Nada sei, nada sei,
esta é que a verdade,
pois cada vez que d’algo fico certa
uma nova luz se me assoma,
uma nova perspectiva me ronda, algo me inquieta,
como se a coisa, tirada da sua redoma,
ostentasse por vez primeira um novo aroma,
uma nova cor vistosa e indiscreta.

Inspiro a nova fragrância.
Olho a coisa de diferente maneira.
E quanto mais a cheiro, e a vejo, e a sinto
com todo um novo ensejo,
mais ela me surpreende, mais se me abeira,
voltando para mim, travessa e matreira,
as suas múltiplas faces p’ra qu’eu as leia.

E em cada leitura que lhe faço,
em cada mirada, em cada análise, em cada traço,
descubro uma novidade,
um novo pedaço de verdade
na inconstância da existência inteira.
Há que olhar a coisa sem preconceito,
há que dar-lhe espaço, liberdade,
direito a que passe, de inerte e estagnada,
a obra d’arte, viva, exuberante, plena a cada instante,
e a cada novo olhar uma vez mais recriada.

Por tudo isso, ‘inda que sabendo mais um pouco, nunca sei nada!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Meditei-me

Meditei-me
E cheguei à conclusão:
Sou o que os outros são.

Nada tenho de meu,
Apenas o que é de todos:
O universo inteiro e a mais vasta solidão.

É, pois, só que sou.
E apenas quando a sós co’ a minha alma;
“Tudo o resto”, ela insiste,
“que a teus olhos se insinua, a teus ouvidos se clama,
se tu mesma o não sentiste,
pura e simplesmente não existe”!

Meditei-me
E cheguei à conclusão:
O que eu sou os outros são,
E dediquei-me desde então
À infinita tarefa de ser a sério e a fingir não.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

O Papel


Há não sei quantos anos cheguei, um dia, a casa. Abri a caixa do correio e retirei uma série de folhetos e jornais publicitários que, diligentemente, coloquei no contentor.
No dia seguinte, cheguei a casa. Abri a caixa do correio e retirei uma série de folhetos e jornais publicitários que, diligentemente, coloquei no contentor.
Nos dias que se seguiram, chegava a casa, abria a caixa do correio, retirava os folhetos e os jornais e colocava-os no contentor.
No mês seguinte, a rotina foi mesma. E nos meses que a esse se seguiram.
No ano seguinte passou-se exactamente a mesma coisa: todos os dias cheguei a casa, abri a caixa do correio e coloquei os folhetos e os jornais no contentor.
E ontem, passados já não sei quantos anos, cheguei a casa, abri a caixa do correio, retirei uma série de folhetos e jornais publicitários e diligentemente coloquei-os no contentor.
Durante todos estes anos, foram tantos os auto-colantes “Publicidade Aqui Não” que coloquei na caixa do correio quantos os que foram arrancados, rasgados, inutilizados, e tantas vezes quantas as semanas transcorridas nestes anos.
Quantos quilos de papel teria eu recebido e deitado fora em todos estes anos? Quantos quilos de papel teriam recebido e deitado fora os meus vizinhos em todos estes anos? Quantas toneladas de papel teriam recebido e deitado fora os habitantes da cidade onde moro, durante todos estes anos? E quantas toneladas teria recebido e deitado fora toda a população do país? E toda a população do mundo?
Quando perceberá o homem a insensatez dos seus actos? Durante quantas décadas mais violentará o homem a Natureza antes que seja tarde demais e ela restabeleça o seu equilíbrio de forma cruel, implacável e irreversível para o homem?
Quanto tempo mais decorrerá sem que o homem se aperceba da infantilidade nociva da sua acção, da estupidez intrusiva e destrutiva dos seus objectivos, da consequência global da sua insustentável e grosseira ambição?
A cada folheto ou jornal publicitário que diariamente retiro da caixa do correio, à mente se me afloram carinhas de crianças esquálidas de todas as cores, de olhos esbugalhados e inexpressivos, janelas da alma baças como se o sopro da vida jamais tivesse passado por elas; crianças de barriguinhas dilatadas e membros sem carne, crianças sem sorrisos, sem futuro, sem o direito inalienável de desabrocharem e de se tornarem seres humanos plenos; cada uma delas filha da inconsciência, da ignomínia, da leviandade do homem, cada uma delas filha da inconsciência de cada um de nós, filha da irresponsabilidade de cada um de nós, filha da desumanidade que cada um de nós nutre sem sequer se aperceber.
Quanto esbanjamos, quanto desperdiçamos e que crueldade demonstramos quando, dia após dia, nas nossas vidas de abundância e excesso, nos esquecemos tão facilmente dessas outras, miseráveis, mirradas e famintas!
Hoje, cheguei a casa e abri a caixa do correio. Retirei dela uma série de panfletos e jornais publicitários. Coloquei-os no contentor. Depois olhei-me ao espelho. Corei de vergonha até à raiz dos cabelos. A culpa é minha! A culpa é de cada um de nós!
Amanhã, quando chegar a casa, vou abrir a caixa do correio. Vou retirar dela uma série de panfletos e jornais publicitários. Vou colocá-los no contentor. Mas não vou ficar indiferente. Afinal, preciso de tão pouco para viver!
Tanto papel e que difícil é ter consciência do nosso próprio papel!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

A Selva - Capítulo I

Manadas e primatas

É na selva que vivemos e rodeados de animais selvagens, e que me perdoem as verdadeiras selvas e todos as espécies da fauna e da flora que lá habitam!
Se não há lugar para estacionar, o parceiro habilidoso dá um toque no carro da frente e um toque no carro de trás e lá enfia o veículo no espaço arranjado à força, deixando-nos a nós, os “tansos”, completamente enlatados! Ou então, com ademãs de superioridade, aquela superioridade que advém da ignorância e da barbárie, estaciona em segunda fila e lá vai à sua vidinha insípida, deixando a vidinha dos “tansos” suspensa por tanto tempo quanto os seus mesquinhos afazeres assim o exijam. E depois, se nós, os “tansos” reclamamos, cobertinhos de razão, ainda ouvimos impropérios em frases mal construídas mas alagadas de prosápia que corroboram o vazio incivil que lhes povoa o cérebro. Bazófia ou não, os habitantes da selva citadina é que levam a melhor aos “tansos” como nós, que por força de princípios e de respeito pelo semelhante, engolimos mais um sapo e novamente constatamos que estes espécimens ferozes não são de todo domesticáveis!
No trânsito é o mesmo! São os ases do volante que se nos colam à traseira  e que nos ultrapassam como se fossem insanos suicidas, ou as fêmeas estereotipadas de óculos escuros e melenas trigueiras ao volante de topos de gama que, por falta de miolos, e quiçá por falta de inteligência, não têm noção da lateralidade e a regra da prioridade escapa-se-lhes entre as unhas récem-cuidadas no salão de beleza ou no spa! E não ousemos nós, os “tansos”, contrariar tais comportamentos sociais, já que os olhares flamejantes que nos lançam, sempre imbuídos de uma altaneira expressão, se não nos intimidam – que na realidade não intimidam – desmotivam-nos certamente a dar-lhes troco sensato!
E quanto às gasolineiras? Há uma que diz que dá combustível grátis até ao final do ano. Vai-se a ver e a coisa até impõe um tecto pecuniário! E desse tecto, nós os “tansos” abastecemos no valor de trinta euros e ainda deduzimos o IVA! Feitas as contas, se tivermos a sorte de ganhar, o prémio que toca são uns míseros setenta euritos mensais! E os “tansos”, que somos  nós, querendo poupar uns cêntimos, levados pelo rufar dos tambores da selva que anunciam aos quatro ventos uma vantagem hipnotizante que afinal não existe, lá vamos abastecendo, docilmente, trinta euros de cada vez , e tantas vezes quantas a nossa inconsciente ingenuidade o permita, para ver se ganhamos alguma coisa. E enquanto isso, a gasolineira, esfregando as mãos de contente, engorda os cofres à custa da inumerável quantidade de “tansos” que aliciou. Juízo, isso sim, deveríamos ganhar!
Quanto a piscas e a setas indicadoras no pavimento, então nem se fala! Os primeiros pura e simplesmente caíram em desuso, e os indivíduos que vêm atrás do condutor que de repente muda de direcção, nós, os “tansos”, que se acautelem, não vão abalroar o veículo do animal! Com as segundas a coisa ainda se torna mais caricata. É que se estivermos num parque de estacionamento e seguirmos as setas, todas as probabilidades são de que a manada avance em sentido contrário! O gado arranja assim rapidamente um lugar e nós, os “tansos”, lá continuamos a dar voltinhas, sempre no sentido das setas, até paciente e placidamente encontrarmos um!
E nas rotundas? Por acaso saberão explicar-me porque é que a grande maioria dos condutores vindos da faixa do meio, intrépidos e “cheios de razão”, se atravessam perpendicularmente à frente de nós, os ”tansos”, que, segundo diz a regra, sensatamente estamos já colocados na faixa mais exterior para usar a saída imediatamente à nossa direita?  É que acho altamente improvável que semelhante quantidade de símios decida mudar de faixa de repente para seguir por onde seguimos! O que resta então aos “tansos”, que somos nós? Resta-nos travar a fundo e dar passagem a esses primatas acéfalos!
Que nos assista uma paciência infinita, a nós, os “tansos”!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Descubra a diferença

É assim com as crianças. As crianças formam grupinhos com aquelas de que mais gostam e depois organizam brincadeiras e estão sempre atentas aos grupinhos rivais. Zangam-se de vez em quando, ora porque fulano já tem o cromo difícil, ora porque beltrano conseguiu o último jogo para a PS3, ou porque algum deles fez batota ou ainda porque a rapariguita de olhos azuis gosta mais do Pedro do que do José. Saltam como que impulsionados por potentes molas à mais mínima provocação e retaliam, cada vez com mais imaginação, até que os adultos, cansados talvez de tanta algazarra, põem fim à brincadeira e as chamam ao dever, às obrigações.

Ora se este comportamento, tão natural nas crianças, faz parte do seu percurso de aprendizagem, sendo portanto, até certo ponto, tolerado, não o é de todo se tido pelos mais velhos. Não é aceitável nos adolescentes, nos jovens. E muito menos o é nos adultos!
Mas o que na realidade acontece é que existem, mormente na classe política, um bando de criançolas com aquele comportamento. Adultos imberbes, disfuncionais. Parecem doidos varridos com cérebros de alfinete. E nem sequer se dão ao trabalho de manter uma certa integridade, uma certa postura, de “parecerem crescidos”, quanto mais não seja para ocultar as suas vis naturezas.
Tal qual como crianças, atiram pedras uns aos outros, chamam-se nomes feios, amuam e congeminam vinganças. Como elas, funcionam na base do “fizeste-me isto, vou fazer-te aquilo”. Inventam mentiras, dizem que “foi ele que disse” e que “foi ele que fez” quando apanhados em flagrante. Como crianças. Todos eles querem ser o primeiro, mas esquecem-se, por burrice ou imaturidade, que primeiro só pode haver um, e portanto coleccionam frustrações e tornam-se peritos em não dar pontos sem nó.
Tal como as crianças, os criançolas esquecem os objectivos primeiros da brincadeira, e tão depressa estão a brincar aos índios e aos cowboys segundo as regras do jogo, como se deixam arrebatar pelo entusiasmo e em vez de fazer pontaria aos índios começam a disparar setas em todas as direcções, não importando quem atingem, acertando nos companheiros de armas, fazendo tombar civis inocentes, só pelo gosto de disparar.
Às crianças, quando pressentem que pode acabar mal, os adultos acabam-lhes com a brincadeira, admoestam-nas e incentivam-nas a brincar a algo mais instrutivo. Mas a estes criançolas, quem os pára? Quem é que lhes diz que o objectivo da brincadeira não é a autossatisfação, não é a megalomania, a obstinação, qual mula estancada, do “é isto que eu quero e não saio daqui sem o conseguir”? Quem é que põe cobro a este jogo de interesses e põe de castigo os criançolas, de cabeça virada para a parede e enfiadas as orelhas de burro? Quem é que lhes faz saber que a luta é outra? Que é uma luta de sobrevivência, uma luta de mudança? Que mais que colmatar a fome e garantir o básico, é preciso alimentar a mente, engorda-la em qualidade? Que mais do que conseguir uma maioria absoluta, se trata de conseguir que não haja minorias de influência antinatural e perniciosa?
Parece que não há, neste país, nem pais nem educadores capazes para meter na linha criançolas tão mal-educados!
Tão semelhante o comportamento dos criançolas ao das crianças! Mas existe uma diferença nuclear e colossal. Sabe qual é? Consegue descobri-la?

Pois é, é essa toda. É a diferença que existe entre a inocência e a premeditação, entre a pureza de sentimentos e o lodo dos interesses próprios, entre a sinceridade pueril e a sedução estudada, entre a naturalidade e a sofisticação, entre a verdade e a deturpação, entre o espontâneo e o deliberado, entre deus e o diabo!
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